O bosque caracteriza-se por apresentar uma elevada diversidade florística.
O estrato arbóreo está dominado por folhosas caducifólias como o castanheiro e o carvalho-negral, aos quais se associam a cerejeira-brava, o freixo e o salgueiro. Estas árvores criam condições que favorecem o crescimento de um sub-bosque, onde se desenvolvem inúmeras espécies de arbustos e herbáceas bem-adaptadas ao ensombramento. Deste modo, no estrato arbustivo ocorrem espécies como as roseiras-bravas, a silva a urze-branca e a madressilva.
Na encosta nascente do vale da ribeira de Famalicão, num contraforte oriental da serra da Estrela, desenvolve-se um bosque caducifólio misto, de carvalho-negral e castanheiro, com uma área de cerca de 100 hectares. Esta área – uma encosta de declive acentuado, de exposição nor-noroeste e atravessada por várias linhas de água, representava uma das maiores manchas contínuas de castanheiro, com uma considerável produção de castanha e de madeira.
Atualmente, reflete o progressivo abandono da pequena agricultura familiar, com o aparecimento de manchas de pinheiro bravo e o gradual desaparecimento do castanheiro “manso” (enxertado, para a produção de castanha), cenário agravado pelos sucessivos incêndios florestais aqui ocorridos.
A encosta poente, mais exposta ao sol e tradicionalmente mais afeta às culturas hortícolas, à vinha e ao olival, sofreu igualmente uma transformação profunda com o abandono das terras e a passagem dos últimos incêndios
Nas cotas mais elevadas, assim como na área serrana da freguesia, predominam o carvalho negral, o carrasco e a giesta, além dos povoamentos florestais de resinosas.